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Mostrando postagens de maio, 2025

🔵 O jogo

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 🔵 O Jogo  Corinthians e São Paulo, interior do estado. Lugar tranquilo para uma cerveja bem gelada e Timão campeão. Meu cunhado, também corintiano, conhecia um lugar sossegado e legal. Para quem saiu de Guarulhos, qualquer lugar nesse mundão de meu Deus poderia ser mais seguro. Só que não foi bem assim… O barzinho estava lotado de são-paulinos, isso foi o suficiente para me deixar pilhado. Mas tudo estava tranquilo, afinal o jogo ainda não havia começado. Foi quando covardemente fui atingido por uma tampinha de garrafa. Eu tinha que contar até dez. Mas um curto-circuito na minha mente permitiu que eu raciocinasse durante uns dois segundos e esquecesse de contar. Na Grande São Paulo, a sobrevivência me ensinou a tática do chihuahua: fazer muito barulho para intimidar o oponente, independente do tamanho. Foi o que fiz. Eu levantei gritando e fui virando para ver quem havia ousado arremessar aquela ameaçadora tampinha de garrafa. O bar parou, e acho que naquele momento eu fique...

A extrema direita agressiva

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 A porta do avião foi aberta e revelou uma inusitada ceninha da vida privada. Brigitte, esposa do presidente da França, Emmanuel Macron, deu um tapa no mandatário. Ele não sabia por que apanhou. Só sabia que merecia. Seria fácil dizer que ela pode fazer isso, facilmente os maridos me entenderiam. Entretanto, estes estariam cientes do tapa de mão aberta por beber com os amigos, voltar pela manhã do futebol da firma, largar a toalha molhada na cama ou abandonar a  tampa da privada levantada.  O que deve ter sido mais doído: a agressão foi de direita. Não, extrema direita; e “de direita”, porque se fosse ”da direita”, ele se defenderia com um pedido de ajuda à ONU, Mas não, Brigitte é a “patroa” e mais velha. Para ela, ele não é o presidente da França, tanto que a primeira-dama enfiou a mão na sua cara. Agora, eu gostaria de saber: Com que moral um sujeito desse vai negociar com Putin ou falar grosso com Trump; até o Lula é capaz de sacaneá-lo. Que mulher empoderada! Tenho c...

Saudades da Cracolândia

 De repente, a Cracolândia apareceu vazia. A Prefeitura de São Paulo “matou no peito e saiu jogando”, ou seja, anunciou que acabou com o endereço. Em partes, porque os que insistem em consumir drogas na rua continuam pelas ruas da cidade. O mais curioso que surgiu foi o manifestante reclamando a falta daquele cenário pós-apocalíptico. Essa turminha andava meio sumida, talvez com a existência invencível de um local livre para uso de substâncias ilícitas. Outra hipótese plausível, mas não confirmada, é que alguns, ou muitos, ganhavam a vida com aquele “zoológico humano” de mazelas sociais  As figuras que brotaram fingindo preocupação humanitária não se importam quando os “noias” vivem como zumbis. São os dependentes dos dependentes. Afinal, como classificar quem se denomina “Craco Resiste” e já ofereceu aos viciados um tal “goró grátis”? Enquanto somem os usuários ao ar livre, aparecem os oportunistas e suas ideias de jerico. Entusiastas de “soluções” como a desastrosa”Minimizaç...

Vida de plástico

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Durante a Inglaterra Vitoriana, havia um mórbido costume: fotografar pessoas mortas. Dentre elas, bebês. O fotógrafo, profissionalmente, posicionava os cadáveres como se estivessem fazendo pose. O preâmbulo histórico é só para lembrar que a loucura humana em tratar bebês inanimados com carinho, atenção e seriedade maternos já era comum no século XIX. A febre dos “bebês reborn” é um tipo de doença que não atinge os “recém-nascidos”, mas quem se diz genitor do exemplar de boneca. A semelhança com a época inglesa da rainha Vitória está com a aparência de bebê morto. O brinquedo é levado a sério a ponto de participar de atividades que são reservadas a crianças de verdade: batismo, pronto socorro e judicialização. Por vários motivos, o bebê é impossibilitado de fugir dessa loucura, por isso, serve de objeto para preencher um vazio existencial, fetiche passivo para completar espaço da carência humana ou simples maluquice Mas o simulacro não serve apenas para ocupar um vão existencial; também...