🔵 O Humberto Ramalho é palmeirense!
Fizemos o translado para assistir ao jogo no restaurante anexo ao bar. O vereador palmeirense sabia que a algazarra corinthiana transformaria aquele ambiente sossegado onde decidiu curtir seu “happy hour”. Aquela presença promovia nosso futebol a uma sessão plenária. Antes, um vereador que deveria ser chamado de “vossa excelência” com as “venias” de praxe; agora, ele era apenas um palmeirense que merecia ser humilhado até o fundo da alma pela audiência pública. Seu regimento interno não poderia socorrê-lo no território do proletariado, então, poderíamos submeter o parlamentar, que era uma engrenagem do sistema, ao patíbulo figurativo. Tudo isso, livre de impostos! Houve um decreto tácito, o contrato social estava inexoravelmente quebrado. Iríamos subverter a hierarquia sem Constituição, muito menos regimento. O edil já não tinha a proteção de seu gabinete, onde canetas e carimbos têm precedência sobre punhos cerrados e testas franzidas. A cada gol do Palmeiras, o whisky o ajudava...