A extrema direita agressiva


 A porta do avião foi aberta e revelou uma inusitada ceninha da vida privada. Brigitte, esposa do presidente da França, Emmanuel Macron, deu um tapa no mandatário. Ele não sabia por que apanhou. Só sabia que merecia.

Seria fácil dizer que ela pode fazer isso, facilmente os maridos me entenderiam. Entretanto, estes estariam cientes do tapa de mão aberta por beber com os amigos, voltar pela manhã do futebol da firma, largar a toalha molhada na cama ou abandonar a  tampa da privada levantada. 

O que deve ter sido mais doído: a agressão foi de direita. Não, extrema direita; e “de direita”, porque se fosse ”da direita”, ele se defenderia com um pedido de ajuda à ONU, Mas não, Brigitte é a “patroa” e mais velha. Para ela, ele não é o presidente da França, tanto que a primeira-dama enfiou a mão na sua cara.

Agora, eu gostaria de saber: Com que moral um sujeito desse vai negociar com Putin ou falar grosso com Trump; até o Lula é capaz de sacaneá-lo. Que mulher empoderada! Tenho certeza que Brigitte faria isso também com Napoleão ou Luís XIV.  

A “correção” foi flagrada. Então, o “tchauzinho” sem graça perdeu o efeito; contudo, a tentativa frustrada de segurar a mão da sua esposa ganhou um significado inversamente proporcional.

Como sempre, logicamente, parecendo geração espontânea, brotaram especialistas para explicar o sopapo ou, para empregar uma abordagem mais acadêmica e atribuir alguma respeitabilidade ao auxílio luxuoso, a suposta agressão de âmbito familiar. Na verdade, quem viu sabe que rolou um desentendimento de cama, mesa e banho.

Brigitte é que é mulher de verdade. Hierarquicamente, o presidente tem precedência sobre a primeira-dama; no entanto, nesse caso, como esposa, ela pode perguntar: Você sabe com quem está falando? 





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