Vivendo e não aprendendo
Vem chegando um bolinho flamejante e uma garrafa apelidada de champanhe, tudo ao som previsto de ‘Envelheço na Cidade’. Isto era uma celebração de aniversário nas “baladas” daqueles longínquos anos 90.
Semana passada, num show para saudosistas mineiros, Nasi disparou tudo o que decorou da cartilha esquerdista: bolsonarista, ‘Sem anistia’, fascista, gabinete do ódio, blábláblá. Entretanto, o que deve ter incomodado seus companheiros de banda, foi quando Nasi, o vocalista do grupo Ira (que tocava ‘Envelheço na Cidade'), vociferou aos bolsonaristas para não irem mais aos seus shows. O problema pior é que os fãs de direita atenderam ao pedido do cantor. Então, algumas apresentações do Ira já foram canceladas. E, dada a repercussão do episódio, isso é só o começo.
Para decepção de roqueiros geriátricos, Nasi virou escravo da agenda “woke” e terá que sinalizar virtude eternamente. Só que onde ele se meteu não é tão simples, pois para agradar essa turma que finge ser do bem, ele terá mudar de postura, ou seja, ao invés da outrora pose de durão, se apresentará como um homem de geleia.
Nasi cansou de ter que esconder a origem do seu apelido nazista e por que cantava o “hino” racista ‘Pobre Paulista’. Quando abriu o jogo, confirmou-se o pior. No entanto, Nasi precisava neutralizar os efeitos negativos do apelido que pegava mal e da canção feia. Como precisava radicalizar para anular a estampa de truculento, tratou de grafar o Nasi, com som de “z”, com “s”, de simpatizante e filiou-se ao PCdoB. Pronto, apesar da truculência histórica do partido, e do seu discurso de puro ódio no palco, o vocalista não seria mais criticado, bastava pagar o pedágio ideológico, bem como, transformar seus shows em comícios.
Detentor do “biscoito canino” ideológico, o músico estatizado sentiu-se à vontade para desprezar o público conservador. Contudo, nem a mais louca combinação de sexo, drogas e rock and roll deveria fazê-lo esquecer que seu público é composto por tiozões direitistas saudosistas, que de tanto cantarem ‘Envelheço na Cidade' envelheceram, e com vergonha de ‘Pobre Paulista', que, como Nasi, não envelheceu bem.
