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Mostrando postagens de maio, 2026

🔳 Lula e seus amigos

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  Lula, presidente do Brasil, solicitou um encontro com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (EUA); foi recebido um pouco melhor que um entregador de pizza. Flávio Bolsonaro também reuniu-se com Trump e outras autoridades; logo depois, CV e PCC foram “promovidos” a organizações terroristas.  Essa “sinuca de bico" diplomática obrigou políticos, imprensa e especialistas a tomarem um lado, revelando, assim, suas reais intenções. Uma tal de “soberania” foi o coringa utilizado para atribuir alguma nobreza e justificar a não intervenção americana. Com a visita a Trump, Lula, com sua agenda de prefeito ou com encontros secretos noturnos e jantares fora de agenda, confirmou ser um chefe de máfia ou lobista de luxo. Mesmo que não tenha sido Flávio, o “timing” é perfeito e deixa Lula “et caterva” numa inescapável armadilha; a única reação petista foi defender a tal “soberania".  Lula ficou, segundo ele mesmo, triste e, segundo minha análise, nervoso. Como reação governamenta...

🔵 Balada para dois

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 Atibaia era uma cidade com a idiossincrasia do interior, porém, próxima à capital paulista. Lá, o barzinho era uma fuga dos mesmos lugares de sempre da cidade grande. Certamente, aquela noite foi registrada como o maior avistamento a olho nu de gírias ultrapassadas e consumo delas vencidas: supimpa, chuchu beleza, mixou o carbureto e brasa, mora. Um casal de “coroas” se destacava naquele salão cheio. Eles eram velhos demais para serem jovens e jovens demais para serem velhos. A dupla não estava nem aí para alguns olhares reprovadores. O casal maduro parecia se divertir como se “os bons tempos tivessem voltado”, como se tivéssemos voltado aos anos 70 ao som dos Bee Gees ou “Os embalos de sábado à noite”. Aquela fauna invasora que tomou conta do nosso território com seu twist epilético, o chá, chá, chá convulsivo deveria ser tombado pelo patrimônio histórico do “não tô nem aí”. O “no meu tempo é que era bom” ganhou lugar de fala. O “iê iê iê” a dois nos obrigou a assistir àquela per...

Duvidar pra quê?

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 Com a polêmica envolvendo o detergente Ypê, choveram memes supostamente bolsonaristas. Muitos desses protestos, fingindo ingerir o produto químico. Aproveitando um assunto politizado, Janja deu um jeito de introduzir “detergente contaminado" num discurso falsamente responsável. Ela disse: “Até quando vamos ver gente bebendo detergente contaminado?”. A fala foi dita com a intenção de criminalizar bolsonaristas, mas serviu de combustível para novos memes e colocar em xeque o diploma de Sociologia da primeira-dama. A imprensa amiga remunerada pelo governo agiu rápido e fez um contorcionismo hermenêutico, colocando a fala entre aspas como se ela tivesse dito o que quis dizer. No entanto, o menos engraçado e mais grave foi o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, querendo transformar o assunto ’Ypê’ em ativo eleitoral. Sério e dando dicas sanitárias, ele orientou para não beber detergente. Esse raciocínio e seriedade devem ter motivado alguns legisladores a colocar aquela plaquinha do ...

🔵 Saí da frente

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  Infectados por minha quase nula avaliação do perigo, embarcamos num caiaque duplo condenado ao naufrágio, quase um novo Titanic sem violinistas. O Titanic, diziam, “nem Deus poderia afundar”; para fazer nossa embarcação descansar no fundo do mar, bastaria um coroinha. Na praia de Santa Catarina, saímos na malfadada e precária canoa. Na saída, posando para uma pretensa fotografia histórica da partida da expedição, quase atropelamos alguns banhistas. Mas tudo bem, as iminentes vítimas foram desviando daqueles dois malucos num desenfreado bote. Assim, conseguimos singrar o ameaçador oceano. Não contentes em dar uma voltinha, ali na costa, fomos até uma prainha, e outra, e outra... Podíamos até descobrir um novo continente e batizá-lo, até mesmo encontrar, numa terra distante, criaturas fantásticas ou bestas mitológicas.  Mas isso é coisa da imaginação de Júlio Verne. Não encontramos sequer um barco do Greenpeace ou a Greta Thunberg. A praia estava muito longe e, como aconselhar...

Ditadura: quando você manda em mim; democracia: quando eu mando em você

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  No encontro com Donald Trump, Lula conseguiu "embrulhar o presente” para sua campanha eleitoral. Depois, sozinho, fez seu “stand-up”, quando inseriu sua narrativa, e a “imprensa amiga” reproduziu o monólogo lulista tão favorável, de modo que ficou parecendo que o presidente brasileiro vendeu um ‘Fiat Marea’ que foi batido ao presidente americano. Lula foi tachado por Trump como “dinâmico”, “bom homem” e “inteligente”. Uma certa intuição me diz que “dinâmico" é quem “late” no Brasil, mas não “morde” nos Estados Unidos; “bom homem” e “inteligente" é quem “compra gato por lebre” e sai contando vantagem. Qualquer semelhança é mera veracidade. Ou seja, o “Laranjão” enrolou Lula e falou: Foi ótimo negociar com você.  Como “as coisas acontecem” enquanto Lula está fora, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) “deu um jeito” de proibir a comercialização dos produtos Ypê. A medida foi executada devido à detecção de uma bactéria no detergente da marca. O alerta sanitá...

🔵 Uma noite em Las Vegas

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  Não era projeção holográfica nem realismo fantástico, entrou no palco o Elvis. Mesmo tendo o carisma de uma samambaia, quem se fantasiar de Elvis gordo fica divertido, portanto, é entretenimento garantido.  Sim, tínhamos a oportunidade de assistir àquele cantor americano, que fazia apresentações em Las Vegas para aposentados endinheirados. Era um show em que a plateia se comportava como deveria ser o público do astro nos anos 70. Éramos uma plateia cover. Aquela choperia trazia artistas cover com alguma notoriedade, e era realmente muito divertido comprovar que “Elvis não morreu”, e que era facilmente encontrado batalhando alguns trocados, disputando espaço com garçons e desbravando caminhos entre as mesas em barzinhos e churrascarias. Realmente parecia fácil ser sósia de um ídolo rastejante, inchado de substâncias químicas e em fim de carreira. O Elvis de boteco tinha jeitão de quem complementava o orçamento imitando Raul Seixas, afinal, a vida nunca foi fácil.  Sim, s...

Agora sim!

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  O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou uma mascote da urna eletrônica. Chama-se Pilili. O nome é uma referência ao sinal sonoro que a urna eleitoral emite ao fim da votação. A “caixinha mágica que fabrica presidentes” vem sendo tratada como sacrossanta, mas passou dos limites ao ser humanizada de forma “infantilóide. O nome onomatopaico é de fácil entendimento, rápida memorização e imediata empatia, porque tão dócil criatura só pode ser coisa boa. Ao infantilizar o eleitor, o governo assume o paternalismo populista. Essa estratégia já havia sido aceita com outro personagem bobalhão: o Zé Gotinha, que deu um aspecto lúdico e suavizou a vacina. No entanto, a Pilili leva ao paroxismo a imbecilidade eleitoral, fermento que sempre “turbinou” candidaturas. Como já havia a blindagem da maquininha, que é um sumidouro de votos, agora fica impossível vilipendiar um objeto representado por um simpático, inocente e inofensivo boneco chamado infantilmente de Pilili. O ato burocrático de v...

🔵 Atravessando a cidade

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  Com o encerramento das operações ferroviárias e término da circulação dos ônibus, minha única opção era a procissão de um homem só. Era insanidade voltar caminhando durante 4 horas. Como nas fases de um videogame, a madrugada paulistana é dividida em bairros a serem transpostos. Invisibilidade e passos firmes seriam equipamentos obrigatórios para vencer quatro horas de caminhada. Cruzar a rua Augusta tendo uma trilha sonora imaginária ou somente buzinas e sirenes ecoando no concreto foi uma experiência antropológica. Chamarizes luminosos urbanos anunciavam grandiosos e permissivos paraísos artificiais. Os anúncios em neon apontavam portas e escadarias suspeitas: a saída de emergência para o desespero. Nas “quebradas” sombrias das ruas e vielas escondidas e mal iluminadas, o “underground” do submundo também sofre suas alterações depois do pôr do Sol. A escuridão da cidade mostrou o fatalismo decadente, bem como a verdade dos documentários e reportagens. Pela reinvenção desse espaç...