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Tarifaço: quem queria, negociou; Lula, como nunca quis, ofereceu jabuticabas, desafiou Trump para um truco, falou bobagens para plateias ensaiadas, que aplaudem com entusiasmo até aumento de imposto e acham empático quando Lula diz que come pão com mortadela e ovo de pata.
O presidente, inclusive, enviou aos EUA uma comitiva que já saiu desmoralizada. A “Comitiva do Amor” foi negociar o tarifaço, mas, sem saber com quem, não tinha agenda. Ignorando que ele mesmo precisa se explicar, alguém arriscou Barack Obama. Francamente, não sei se é desespero ou inocência, mas a lembrança do nome do ex-presidente parece quando alguém lembra de um parente distante que tem uma casa de praia.
Continuando, a “Comitiva da Alegria” seguiu sua aventura na América. Um outro alguém vasculhou na memória e, zás, achou George Bush, inimigo de Donald Trump. Outro ex-presidente, só que agora equivale a chamar Fernando Henrique para abaixar uma tarifa do Bolsonaro. A “Comitiva Esperança” seguia batendo na porta das pessoas erradas: apelou a parlamentares da oposição, o que dá no mesmo que pedir para Maria do Rosário ou Lindbergh Farias.
As tais negociações começaram com um presidente bravateando e terminaram com uma comissão com jeitão de grupo de turistas ávidos por um iPhone.
A verdade é que foram negociar sem saber o quê, sem oferecer a moeda de troca que Donald Trump queria. Bastava ler e entender as mensagens do presidente dos EUA. Mas o analfabetismo funcional impediu interpretar que ele exige o fim do “lawfare”, ou seja, da juristocracia e insegurança jurídica. Por segurança jurídica, entenda-se obedecer a letra da lei, não interpretá-la com “criatividade” persecutória. Depois, era só negociar um, com o eufemismo que Lula gosta, “impostinho”. Ele seria bem atendido, mas agora é tarde.
Além disso, Lula está com umas ideias estranhas e se alinhando com uma turma esquisita que compõe o que é conhecido como Eixo do Mal: ditadores, terroristas, países terroristas, ditaduras etc. E tem o BRICS, sigla que tende a virar uma reunião de ditadores e conspiradores abjetos, como o Foro de São Paulo.
No entanto, não é de interesse do Lula um acordo. Ele quer distância do país “estadunidense”, do “Império Yankee”, “Grande Satã”…
