Já chegou a hora do programa terminar
Luís Roberto Barroso tem um jeitão de banqueiro antigo do jogo do bicho. Sempre que é flagrado em momentos de descontração, está cantando um samba antigo e com os dedinhos pro alto, tipo o cara que exagerou no “happy hour” e, com nó da gravata frouxo e um copo na mão, telefona para avisar que vai chegar mais tarde. Em momentos mais solenes, deixa escapar um “Perdeu, mané”.
Tudo isso, também pode ser querer demonstrar uma malandragem de “novela das 8”, tentar ser quem nunca foi ou querer viver uma juventude perdida. Com esse cacoete ruim, de falar malandramente, acabará deixando escapar um: “Cumé quié!”, “Fala, bicho!” ou “Me ajuda a te ajudar”, bem como usando camisa florida.
Luís não esperava ser nomeado por Dilma Rousseff. Ganhou uma cadeira e agora tem o “status” do que nunca seria: juiz. O resultado é um”office boy” de paletó com trejeitos de chefão do jogo do bicho.
Recentemente, vários ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tiveram o visto para os EUA eternamente negado. Quando dizem que os ministros não podem ir à Dysney’, trata-se de uma metáfora. Para eles, que são vaidosos, deve ser bastante incômodo não ser aceito em qualquer lugar. Muitos nem se atreverão a tentar ir aos Estados Unidos. Eu nunca irei a Ribeirão Preto, porém, não gostaria nem um pouco de ser “persona non grata” em Ribeirão Preto.
Após a repercussão do visto permanentemente negado, Barroso providenciou um “flagrante” em que aparecia sambando e cantando numa opção tropical à Flórida. O recado saiu tão ruim quanto um “novo-rico” deslumbrado ou alguém muito infantil dizendo: “Eu não queria mesmo”.
