Meu malvado favorito
Enquanto os Estados Unidos fechavam o cerco a Saddam Hussein, era muito comovente como esse fenômeno da cultura pop desafiava o país norte-americano. É lógico que me lembrei dessa figura por causa do Lula. Em termos de bazófia folclórica e falta de critério para qualificar a força do inimigo, ambos se equivalem. No entanto, o iraquiano tem uma inocência, típica de quem acende um cigarro num paiol cheio de pólvora; enquanto o brasileiro é um cafajeste que apenas quer enganar a plateia.
Mohammed Saeed al-Sahhaf, ministro da Informação de Saddam Hussein, disse: “Os americanos vão se render ou ser queimados nos seus tanques. Eles vão se render, são eles que vão se render”. Sensacional! No final, faltou uma risada diabólica, como um vilão de desenho de super- herói que pretende dominar o mundo.
Entretanto, não podemos rir, não é excesso de otimismo. Mohammed é um pouco como Lula, a loucura, causada pelo distanciamento da realidade, impede-os de enxergar o perigo.
As reações do tipo “eu não queria mesmo” revelam o distanciamento da realidade, o descompromisso com o país que governa e a maneira infantil como encara as sanções internacionais. Lula não pode achar que tudo se resolva em jantares secretos noturnos, arquivamento de processos judiciais, liberações de verbas e nomeações.
Sem noção do cargo que ocupa, o demiurgo externa disparates para um público doutrinado para normalizar os absurdos que diz. Ele já ofereceu jabuticabas para Donald Trump e comparou, julgando ser superior, seu preparo para negociação. Observação: Lula talvez ache incrível a experiência de ter jogado partidas de truco em mesinhas de ferro num sindicato qualquer.
A propósito: Saddam Hussein foi capturado e morto.
“Você pode ignorar a realidade, você só não pode evitar as consequências de ignorar a realidade”
(Ayn Rand)
