Salvem as girafas da Amazônia


 

Está circulando um vídeo no qual artistas, que eu nunca vi, suplicam pela transferência de um tal Sandro. Sandro é um elefante do zoológico de Sorocaba. Não parece que Sandro precise ser transferido; também não parece que os artistas saibam de quem se trata, já que foram pegos de surpresa, como num avião.


Talvez, nem essa turma saiba mesmo quem é o Sandro. Talvez, não sabiam sequer que é um animal. Talvez, não conheçam Sorocaba. Em um trocadilho inevitável, eles diriam sobre o elefante: Nunca vi mais gordo. No entanto, está tudo certo, poucos sabem quem são eles, estes gênios incompreendidos e incompreensíveis.


Aliás, não conheço ninguém que leve qualquer manifestação de artista a sério: nos Anos de Chumbo, os artistas tinham o que dizer, mas, atualmente, dominando estética e técnicas boas, contradizem seus argumentos pseudo ambientais e não fazem nada que não leve a bons contatos e ganhos financeiros.


Artistas com alguma fama defendem a grandiosidade da mundialmente famosa Floresta Amazônica, dependendo se podem posar de oráculos da Humanidade, perseguidores da paz mundial, lutadores incansáveis pela empatia, promotores da união entre os povos e,  sobrando um tempinho, se beneficiar do governo. A trupe menos conhecida é obrigada a gravar manifestos em “defesa” de qualquer coisa que a patota obrigue. É como um plano de milhas da “lacração”. 


Aí valem campanhas obscuras para preservar as baleias da Groenlândia e a transferência de Sandro, o elefante. Alguns, não se contentam em atualizar a sabujice, pagando o pedágio ideológico, têm que demonstrar alguma burrice, passando muita vergonha, “protegendo as girafas da Amazônia”.


Redes sociais contribuíram demais para a urgência e capilaridade de parecer signatário de todas as pautas, desde que pareçam “do bem”.





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