Senhor juiz, pare agora
Pena de morte financeira: assim que é conhecida a Lei Magnitsky. Lei que ficou famosa no Brasil, porque temos um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) “premiado” com a sanção americana. Mas o que é essa lei de nome estranho?
A lei de alcance global pune os violadores dos Direitos Humanos e os corruptos. É terrível porque congela bens, proíbe o acesso aos EUA e, pior, mesmo em outro país, o sancionado fica impedido de utilizar quaisquer bens ou serviços que sigam leis americanas. Torna-se um pária.
O nome russo dessa lei já circulava na internet. Esse assunto foi introduzido pelo “velho maluco que fugiu de alguma casa de saúde mental”: Olavo de Carvalho. Pois, Olavo, mesmo que maldito, é um filósofo. Sobretudo, para quem considera Pondé, Karnal, Cortella e Clóvis de Barros filósofos, Olavo de Carvalho é menosprezado. Os “filosopops” ou "filósofos de bolso” são apenas uma boa leitura rápida para pegar na revistaria da rodoviária antes de sair o ônibus, sem esquecer o pacote de bolacha.
O consórcio, que é a imprensa amiga do governo, trata de envernizar tudo o que preserve os políticos que irrigam as redações com dinheiro público. Então, contorcionismos retóricos e malabarismos semânticos são expelidos tentando edulcorar números estatais.
O Corinthians tem representatividade em todos os espectros da sociedade. Essa capilaridade ganha proporções assustadoras quando chega à penalidade internacional. Pois é, Alexandre de Moraes, um corintiano, chegou lá, é o primeiro corintiano na magnífica Magnitsky. Seu pai certamente diria: “Olha aí, é o meu guri!”.
Para “comemorar”, foi ao jogo do Corinthians. Talvez ele ignore o porquê, mas foi vaiado. Contradizendo sua frase de efeito “Liberdade de expressão não é liberdade de agressão”, mostrou o dedo do meio. Conhecendo a imprensa vassala, tenho certeza que algum jornalista, comentarista, analista ou especialista correrá para adiantar que o ministro estava apenas informando o placar do jogo.
Segundo ele, isso é “manter conduta irrepreensível, na vida pública e particular”.

