🔵 Canção cruel


 

Canção Cruel é o que aprendíamos a cantar na infância politicamente incorreta. A letra de “Atirei o Pau no Gato” é uma das coisas mais horríveis em termos de crueldade animal. Quem cantarolou isso teve muita sorte em não tonar-se um psicopata.


Essa cançãozinha deve ter  embalado inofensivos sonos do Maníaco do Parque, comprovando que o “sleeping learning" (aprendendo dormindo) pode ser efetivo. Transmitir informações para uma pessoa adormecida também forma caráter. A letra é um “beabá” do crime.


Original:


Atirei o pau no gato

Mas o gato não morreu

Dona Chica admirou-se

Do berro, do berro que o gato deu

Miau!



A suposta música infantil narra a frustração de uma criança (futuro psicopata) por não ter dado um fim no pobre animal. O felino ainda dá um desesperado grito, diante de uma pusilânime Dona Chica. Esse traço comportamental (maus-tratos animais) é um indício de psicopatia.



Bem depois, foi lançada uma versão politicamente correta. Não sei se isso é apenas um sintoma da minha memória afetiva, mas a versão “hard”, apesar de politicamente incorreta, é bem mais legal.



A antiga, poderia ser interpretada pelos Ratos de Porão; a recente, por Sandy & Junior. A antiga, é a letra “roots” (raiz); a recente, “nutella”, óleo de fígado de bacalhau com sabor, Merthiolate que não arde, bolinha de gude no carpete, pipa no ventilador, playground...; A canção antiga, que parece inocente, pode ser mais uma estratégia para deixar-nos, desde a infância, acostumados com uma realidade nada bonitinha.



Versão nova:



Não atire o pau no gato

Por que isso

Não se faz

O gatinho é nosso amigo

Não devemos maltratar os animais

Jamais!



A Galinha Pintadinha resgatou a versão “roots", revelando que não está nem aí pro tal de politicamente correto. A penosa está disseminando o ódio nas novas gerações. O trabalho sujo da doutrinação coube ao sociopata fantasiado de galináceo amiguinho das crianças. É preciso denunciar esse animal sorridente, pirilampo, pimpão e saltitante, antes que seja tarde. 



Os defensores dos animais diriam: é preciso urgentemente fazer alguma coisa. Sei lá, chamar a World Wide Fund for Nature (WWF), Greta Thunberg ou a ativista da causa animal, Luisa Mell.



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