Em algum lugar do passado


 Tribo sempre foi coisa de jovezinzinho rebelde sem causa: metaleiros, punks, góticos etc. 


Pois, brotaram uns tais de “Soberanistas”. O nome dá até arrepio e remete aos tempos do meu avô. Eu estou lembrando dos integralistas. O Integralismo também era de um nacionalismo bobo e mofado. E se era um movimento “quadrado” na década de 30, agora, tem cheiro de naftalina. Sendo coerente, isso é fascismo na veia. Os reacionários, finalmente, perderam a vergonha de dizer: “Brasil, ame-o ou deixe-o.


Entretanto, me interessa saber mais sobre os soberanistas, esse fenômeno ressuscitado no século XXI. Talvez, o Globo Repórter informe: Onde vivem? Do que se alimentam? Como se reproduzem? 


Sabe-se de onde estão insuflando os suscetíveis de sempre para apanhar uma arma enferrujada e lançar-se em uma guerra perdida. Enquanto isso, quem deveria se revelar o líder comporta-se como o baderneiro sindical de mais de 40 anos atrás ou um prefeito de “Cipó Seco do Norte”, que pode ser encontrado inaugurando algum açude, poço ou cisterna.


Os soberanistas, nacionalistas que são, amam o Lula, digo, o “brazíu” e odeiam os Estados Unidos, assim como odeiam Israel. Como demonstração de soberania, passarão a boicotar produtos “estadunidenses”. Porém, como imagino, é um “bug do milênio" tentar sobreviver sem tropeçar num celular da Apple, num par de tênis da Nike ou no Google. Inclusive, desconfio que o McDonald's receberá um enorme público vestindo chapéu, óculos escuros e sobretudo.


Anunciar que iniciará um boicote a tudo o que vem do país de Donald Trump é tão infantil quanto jurar que vai fugir de casa depois de uma briga com a mamãe. Essa certeza dura enquanto o pimpolho chora e treme de raiva, mas não passa do primeiro céu nublado ou o pôr do sol, o que acontecer antes.


Sai de campo o ”Socialista de iPhone”; entra em campo o "Soberanista de

 iPhone”.



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