Jabuticabas e uvas


 

Na Assembleia Geral da ONU, Trump jogou Lula num beco sem saída. A equipe do presidente brasileiro teve que inventar uma desculpa bem esfarrapada para evitar o “grande encontro”.  Só que a fuga, fingindo não  ter espaço na agenda, não se sustenta à hierarquização da importância do encontro proposto e a farsa que são seus compromissos de “prefeito”.


Tudo foi tão sem graça, que até me lembrei das desculpas escolares que arriscavam para não entregarem algum trabalho: o cachorro comeu, meu irmãozinho rasgou etc.


A covardia do Lula é isso, compromete sua equipe. Mas escancara o péssimo administrador e negociador que ele é. No entanto, sua lábia continua seduzindo quem insiste em ser tapeado por aquela conversinha do Lula pobre. Definidamente, o eterno sindicalista está acostumado com a negociata dos jantares fora da agenda. 


Tigrão à distância e “tchutchuca” frente a frente, o petista não sabe debater sem intimidar iniciando suas tergiversações com um “vou te dizer uma coisa”. Essa tática ajuda a dar tempo de pensar em alguma platitude verborrágica. Entretanto, recentemente, ele enfrentou uma jornalista que o desmontou com olhares e perguntas incisivas.


Os elogios trumpistas ao presidente brasileiro foram uma genial estratégia de negociação: anulou o argumento de que Trump não queria diálogo, inverteu a responsabilidade e expôs a fraqueza de um pretenso “líder mundial". 


Em discursos a plateias amestradas, Lula sempre bravateou: chamou Donald Trump para um truco imaginário, ofereceu jabuticabas e uvas, mas escorregou na casca de banana.


O sindicalista ficou muito mal acostumado a ser aplaudido e reconhecido por dizer exatamente o que cada público quer ouvir, atribuir seus bens e riquezas a amigos e arrumar espacinhos na agenda para passeios na floresta com  Macron, mas jamais ao mais importante acordo comercial com o presidente dos Estados Unidos.




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