Jogando pra galera


 


Obs: para uma melhor experiência: onde se lê Junior, pronuncia-se “Zúnio”.


Junior cometeu um show no ‘The Town’. Ninguém comentou como foi a apresentação, mas viralizou e gerou críticas seu momento de lacração explícita: esperou apagarem as luzes do palco, engrossou a voz e soltou um “Anistia é o €@#@£#©, ¥®¶§@!


O pequeno Júnior apenas quis marcar o término do seu espetáculo com gritos e aplausos fáceis, afinal, era o que outros artistas estavam fazendo. Isso agrada um público com idade de aceitar falsas sinalizações de rebeldia juvenil.


Entretanto, Junior não tem o perfil pessoal, muito menos familiar e quanto ao público de alguém progressista, muito pelo contrário, todos parecem conservadores. Imagino que o eterno garoto jamais gritaria nada contra a “Anistia” em qualquer feira agropecuária. No entanto, Junior falou o que falou porque quis agradar àquele público; como um mestre de cerimônia, vendo que não é popular, grita para a plateia “Tem corintiano aí?”, sabendo que ouvirá uma resposta entusiasmada.


Contudo, esse “protesto” ensaiado soou tão falso como uma nota de R$ 7,⁰⁰. E a reivindicação, ao contrário do que parece,  não é ideológica, é falta de caráter. Apesar de constar no “kit esquerdista feliz", Junior, prudentemente, não ostentou a bandeira da Palestina.


Basta um pouquinho de personalidade forte e opinião própria para se situar contra o sistema ou “tudo o que está aí”. Em protesto contra a Guerra do Vietnã, Jimi Hendrix tocou o hino norte-americano na guitarra; e o grupo inglês Sex Pistols cantava a “homenagem” à rainha ‘God save the queen’. No entanto, os músicos de hoje têm “milhares, milhões e bilhões” de motivos para serem governistas, e Junior só busca aceitação e sustentabilidade.


Se você está perguntando, que Junior? 

Resposta: O irmão da Sandy, filho do Chitãozinho e Xororó.


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