Garota dourada


 

Greta Thunberg foi mais significativa que uma bandeira pirata. Sua flotilha navegou para furar a zona de exclusão criada por Israel, esperando a previsível reação israelense, criando uma narrativa pró-Palestina. Como previsto, Israel interrompeu o sonho do ”cruzeiro marítimo” contestador.

 

A notícia deveria ser grave: junto a Greta, brasileiros sequestrados! Mas o contexto da coisa reúne elementos que insistem em mostrar que tudo não passou de armação.


A notícia era terrível, sobretudo nos noticiários com viés claramente “progressista”. A tentativa de cavar um pênalti geopolítico não resistiu às primeiras imagens do suposto sequestro. 


Tudo já parecia bem estranho quando foi descoberta a ajuda humanitária sem mantimentos; mas os palestinos talvez necessitassem mais de apoio moral do que de alimento, remédio etc. Conclusão, a ajuda humanitária não levava sequer um “bandeide” ou barrinha de cereal, portanto, era “fake”.


Luizianne Lins, uma deputada brasileira surpreendeu a todos pelo dom da onipresença, porque foi descoberta votando na Câmara enquanto se metia na aventura aquática. Ela estava, como de costume, bem maquiada; é lógico que os sequestradores não obrigariam a retirada do disfarce, mas a violência da ação contradiz o aparente “extreme make over” em alto mar. Tem todo o aspecto de heroísmo eleitoreiro.


No entanto, quando vi que a ex-criança fofinha precoce preocupada com o meio ambiente, Greta Thunberg, estava envolvida, eu entendi o arcabouço da picaretagem. Só fiquei confuso porque esperei que a moça fosse reaparecer defendendo alguma causa ambiental, não a Palestina e o Hamas. Entretanto, como o ativismo midiático da mulher sueca começou na sua infância, ela deve estar confusa, vivendo a síndrome do ex-ídolo mirim.


Com uma boa vontade quase inocente, eu poderia pensar que a expedição em zona de guerra poderia ser a radicalização do turismo extremo. Nada de navegar entre crocodilos, escalada sem segurança ou “bungee jump” em precipício, emocionante mesmo é furar zona de exclusão israelense, porque além da emoção da sensação de um sequestro, a narrativa contra Israel pode ser renovada.


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