Guerra perdida
O sedizente presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, quase chorou quando suplicou, num inglês sofrível, pedindo “paz”. A forma do pedido evidenciou um indisfarçável desespero.
O discurso de Maduro deve render resultados como as falas das misses buscando “a paz mundial” e a facilidade com que Lula resolve guerras na mesa de um bar. O ditador venezuelano só não queria paz quando ordenou que blindados e milícias fossem para cima do povo.
Com a movimentação do porta-aviiões Gerald Ford pelos Estados Unidos, já era esperado um Nicolás Maduro pacifista, não me surpreenderia se ele aparecesse fantasiado de Dalai Lama ou Mahatma Gandhi.
E quem não se lembra da “dancinha do Maduro”? Um grupo de supostos estudantes demonstrava apoio ao ditador caricato sul-americano numa expressão corporal absolutamente constrangedora. E fica subentendido que alguns personagens, que se contorciam por Maduro, eram praticamente “obrigados”, bem como estavam envergonhados. O vídeo é um clássico!
Este fragmento cinematográfico é sensacional. Deveria ser mais longo e se chamar: Nicolás Maduro - o filme. Porém, nos contentamos com o pedacinho que ilustra o que uma bajulação de ditador explícita e sem cortes revela.
O vídeo merece ser visto porque revela que alguns participantes da coreografia da servidão voluntária estavam à vontade porque, é óbvio, tratam-se de eternos estudantes de humanas; outros participantes estavam indisfarçavelmente pagando pedágio ideológico para não sofrerem um violento “bullying” universitário. No entanto, a ressaca moral, bem como o distanciamento temporal eternizam a vergonha e exemplificam o que a adoração cega causa em mentes e personalidades mais sugestionáveis.
O arcabouço dos ditadorezinhos e caudilhos socialistas latino-americanos diz que cultivam um desprezo contagiante por sabujos de subserviência canina como a turminha da demonstração coreografada e cantada. No mesmo patamar de desprezo, somado à covardia do autonomeado ”líder bolivariano”, o exército de maltrapilhos da milícia suicida será esquecido numa infantaria de uma guerra perdida.