🔵 Enquanto isso, na sala de justiça...


‘Smells like teen spirit’ convidou-nos para celebrar, como diz o título da música do Nirvana, o espírito jovem. Mas os grupos estavam se estranhando, e a heteronormatividade da “dança” apenas serviria para disfarçar empurrões, tapas, socos e chutes.


No entanto, os seguranças da ‘Broadway’ notaram que algo errado não estava muito certo naquela “coreografia” contundente e recolheram alguns “dançarinos”. Os caras da contenção da casa pareciam sedentos por manter a lei e a ordem do local, mas a falta de critério, a ansiedade e a pressão transformaram aquele recolhimento humano em algo parecido com uma pesca de arrasto que revolve o solo marinho e retira da água uma inútil fauna acompanhante.  De maneira açodada, os “pitbulls” levaram um lote de jovens para a “salinha da segurança”.


Da pior maneira possível, os jovens foram “convidados” a conhecer as instalações da casa. Os tapas na cara revelaram os métodos de disciplina, bem como deram algum dó dos nossos antigos adversários. Nossos antagonistas provaram com o próprio rosto que a “Lenda da Salinha” violenta era verdade. Os nossos adversários seguiam experimentando os dissabores daquela comunicação de linguagem não-verbal, portanto, entenderam a truculência porque tratava-se de um idioma universal.


Pela convicção que os frequentadores da casa noturna eram corrigidos, não haveria argumento que convenceria pai, tio ou amigo policial a ir às três da manhã até a Barra Funda.


Barra Funda, não poderia haver nome mais apropriado para conhecermos o fundo do poço e o submundo da noite paulistana. Longe dos drinks, dos coquetéis e das bebidas geladas, a salinha da ‘Broadway' mostrava a realidade dos “direitos do consumidor”.


Os porões daquele lugar nos brindaram com algo muito diferente da alegria programada da pista de dança, dos paraísos artificiais iluminados freneticamente e dos sorrisos alcoólicos. 


 

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