Imagine!
Nicolás Maduro era feliz e não sabia. Nos tempos em que Joe Biden brincava de ser presidente dos Estados Unidos, Maduro pôde exercer sua ditadura sem ser incomodado. Dias felizes, para ele, quando mandava veículos avançarem sobre manifestantes e quando se sentia blindado por milícias bolivarianas…
Porém, a fraqueza de Biden foi rechaçada, e Donald Trump acabou com o parquinho particular do tiranete sul-americano. Dias estranhos para a turminha do Foro de São Paulo, que achava que a resistência à queda do Muro de Berlin era na América do Sul.
Trump ameaçou. Em bom espanhol, foi chamado de covarde. Até aí, Maduro parecia com coragem proporcional ao seu péssimo caráter. Mas percebeu que suas bravatas assustavam como um “rato que ruge” e viu o avanço do “Big Stick” americano. A partir daí, como um monge budista, começou a falar em paz.
Entretanto, o eterno presidente venezuelano não conseguiu comover, nem amolecer o coração de granito do Trump, que movimentou seu magnífico porta-aviões ao Mar do Caribe. Aí Maduro sacou a “carta coringa” dos pacifistas de ocasião: a bela canção ‘Imagine’ de John Lennon. Estragaram a música quando a hipocrisia adaptou viabilidade à utopia da letra e transformaram-na num hino lacrador.
Nicolás Maduro apelou e, em péssimo inglês, cantou ‘Imagine’. O gesto foi ridículo porque é de um desespero instintivo, é inócuo e revela que era apenas um bravateiro querendo manter seus privilégios pessoais e intransferíveis.
O tirano bolivariano conseguiu transformar a, antes próspera, Venezuela em uma cópia fiel de Cuba. Ou seja, Maduro implantou na Venezuela a miséria socialista, seguindo o exemplo de Fidel Castro em Cuba.
Enquanto o povo venezuelano era submetido à dieta restritiva socialista, o ditador rechonchudo se esbaldava nas delícias do capitalismo com generosos cortes de proteína animal servidos por Salt Bae, o açougueiro das estrelas. Salt Bae, com salamaleques inúteis disfarçados de técnica, era um farsante, como Maduro.
No seu “canto do cisne”, Nicolás Maduro ensaia o que parece a fase “trash” do ‘The Voice’, mas é apenas mais uma aventura socialista que deu certo porque deu errado.