O conto do meio ambiente
Esses encontros climáticos servem para abrigar uma galera que vive de verbas. Como profetas da Praça da Sé, eles anunciam a proximidade do fim do Mundo e aterrorizam a Humanidade até você se sentir culpado por ferver um chá de hortelã ou alguém achar que está salvando o planeta ao reciclar uma lata de óleo.
O desfile de celebridades ambientais impressiona tipinhos predispostos a enxergar alguma santidade na Marina Silva, espírito humanitário no primeiro-ministro da Índia ou preocupação ambiental no Macron. Políticos discursam como autoridades climáticas, como se tivessem legitimação divina para salvar o Planeta. E o público que vai a esses eventos tem a predisposição para acreditar nisso. É assim: os burocratas que vivem do alarmismo climático fingem que têm responsabilidade ambiental; o público, que também vive disso, finge que acredita; e todos recebem o “cala a boca” financeiro.
Reuniões globais de compromissos ambientais só servem para discursar, tirar fotografias e assinar acordos que nunca serão cumpridos. Resumindo: é só falar o que querem ouvir.
Na COP 30, o Brasil juntou tartaruga, papagaio, urso polar, girafa, boto, dinossauro, curupira e índios cenográficos: tamanha diversidade isenta o evento de quaisquer críticas.
Tudo parecia ter uma explicação: o incêndio foi controlado e não matou ninguém e a comida era cara, mas “o queijo é de Marajó”. A desculpa é igual o “aquecimento global”, que vira “mudanças climáticas” quando convém, e quem contestar é “negacionista”.
Repletos de símbolos silvícolas, esse tipo de encontro causa um encantamento que aduba o solo e cria o terreno fértil onde prosperam figuras infrutíferas como Marina Silva, que se beneficia dessa imagem feérica. E, por ser acreana, é quase um exemplar do “povo da floresta”.
Esse tipo de “show room” da sinalização de virtude só serve para demonstrar intenções.
