Você sabe com quem está falando!?
Geralmente, uns brutamontes se matriculam em uma academia de artes marciais e, paradoxalmente, passam a evitar brigas, às vezes, até parecendo covardes. Com o deputado paranaense, Renato Freitas, é diferente: ele virou aluno e passou a apavorar quem cruza o seu caminho.
Semana passada, ele estranhou um cidadão e achou que era a oportunidade de usá-lo como saco de pancadas. Parceiro, seu assessor ajudou na sessão de espancamento. No entanto, antes, o deputado estadual foi “prudente" e lançou a clássica questão: “Você sabe com quem está falando!?”
Entretanto, como legítima defesa, o cidadão enfiou a mão na cara do funcionário público do Paraná. Mas uma filmagem registrou a extração forçada do sangue nasal do deputado estadual. Conclusão: o espectro político pode ser culpado pelo golpe: o soco foi de extrema direita.
Quando outra imagem denunciou a covardia, Renato sacou o ‘Super Trunfo’ do racismo. “Game over”. Desse jeito, fica fácil sair por aí metendo a mão na cara das pessoas; quando convém, acha-se um racismo escondido em algum lugar. E o cabelo “black power” do Renato não é estético, é o crachá que irá isentá-lo quando se encrencar. Contra esse sinal étnico, não existe argumento.
O político tem um histórico desabonador, mas sua cartada racial funciona, porque a Justiça aproveita a temporada de sinalização de virtude. Ele já se envolveu em confusão em igreja, supermercado e na rua, somado a um comportamento de eterno confronto. Como um político local, é tratado como “café com leite”, como seria em cargos de relevância nacional?
Talvez, o aluno de artes marciais não seja esquerdista, como indica o seu partido (PT); pode ser que ele só esteja se escondendo atrás das bandeiras “do bem” do ambientalismo, racismo, xenofobia, igualdade, antifascismo…
Reze, ore ou torça para não cruzar o caminho desse sujeito, senão surge um pacote imbatível de vitimismo, aí é jogo perdido que pode acabar em humilhação pública, multa ou cadeia. Se você se achar isento da acusação de racista, por possuir as mesmas características do deputado, será chamado de “capitão do mato”. “Game over”.
