Chinelada


 Um comercial da ‘Sandálias Havaianas’ foi considerado “de esquerda”. Reflexo da polarização, todos e tudo é classificado dentro da “caixinha política”. Nessa triagem ideológica, Neymar é considerado “de direita”;  Fafá de Belém, “de esquerda”; banco Itaú, “de esquerda”; lojas Havan, “de direita” etc.

A “torcida organizada de direita”, que fica vigilante a acenos dos parasitas governamentais, não deixou passar batida a contribuição partidária disfarçada de comercial de chinelo.

Eivada de sinais subliminares, a propaganda das ’Havaianas’ ganhou formato soviético, inclusive no significado da palavra “propaganda”. Detalhe: a linguagem do “marketing” é imperativa, então, o “Não comece 2026 com o pé direto” corrobora o argumento  da impressão de ordem soviética. Se o telespectador interpretou errado, quem errou foi a agência de propaganda.

No entanto, há aqueles que acreditam que todo esse falatório se converte em propaganda involuntária para o calçado. A teoria perde relevância quando se constata que, no dia da 
polêmica, as ações da ‘Alpargatas’, fabricante das ‘Havaianas', despencaram quase 3% na Bolsa de Valores, e  muitos clientes mostraram a destruição dos chinelos,   bem como o episódio tem fôlego suficiente para arruinar as vendas de Natal. 

Mas não é só isso, o desastre pode ser bem pior, porque o imbróglio ensejou o levantamento da “árvore genealógica” das ‘Havaianas', e o resultado é um rastro de empresas com ligações perigosas com governos petistas. No dia seguinte, as ações já subiram, mas o estrago não tinha concerto.

Antigamente, ‘Havaianas' era chinelo de pobre (pé de chinelo); atualmente, a marca ganhou “status” e valor agregado. Como líder de mercado, não precisava ousar. Conclusão: abriu espaço para a concorrente ‘Ipanema’, numa campanha desastrosa que parece entrada no mercado ou reposicionamento de marca. Outra coisa, ninguém suporta empresa, que só tem que vender um bom produto, dando lição de moral, numa perigosíssima engenharia social.

Apesar de militante, Fernanda Torres só marca seu território na esquerda porque vive disso. Para ela, Pasárgada é aqui, pois “é amiga do rei” e beneficía-se das administrações petistas.

Fernanda Torres, protagonista da propaganda, é “dependente do   governo”, por isso, lógico, entusiasta de Lula. Diferentemente do povão, a atriz não é prejudicada por fechamento de empresas, demissões coletivas, inflação e demais índices ou indicadores ruins. Vai entrar em 2026 com o pé esquerdo.





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