Curral eleitoral
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| Expectativa e realidade |
A vida era mansa quando era mera representação ambulante de séculos de escravidão. Não era preciso trabalhar, bastava SER. Isso era fácil: ela ERA. Anielle Franco foi escolhida como ministra da Igualdade Racial porque… porque… é irmã da Marielle Franco, que … que…
A ministra Anielle Franco, com estratégia análoga a de Marina Silva, o negócio dela também era apenas falar dos problemas que já sabemos que existem. Até chegar ao Ministério. Como os ministérios do Lula são só sinalização de virtude, cabides de emprego e moedas de troca, ela não precisaria mostrar resultados reais. Aceitou.
Termos e expressões como “racismo ambiental”, “violência simbólica” e “apropriação cultural” mais confundem do que explicam alguma coisa ou tipificam um crime. E é para isso que servem, pois é confundindo que enriquecem movimentos e associações de minorias.
Enfim, chegou uma pauta que justifica a existência, bem como a relevância da pasta da “flanelinha de minoria” profissional: Marcha Nacional das Mulheres Negras. O nome era bonito, indicava engajamento, demonstrava preocupação social e renderia muitos votos, seria bom para todos!
Tudo estava cosmeticamente fazendo a enganação que sempre agregou quem queria passar uma “boa imagem”. Mas as mulheres negras foram alojadas num estábulo. Sim, quando foi preciso trabalhar, as instalações improvisadas do alojamento lembraram a pior das senzalas,
Quando alguém grita coisas do tipo “empoderamento, pertencimento, representatividade, protagonismo” há um forte sinal no detector de picareta na região. A formação de curral eleitoral e enriquecimento com a reivindicação alheia depende do vitimismo barulhento, e esse governo federal é o lugar certo para isso..

