Bastardos inglórios
“Fiz o que tinha que fazer”, disse Alexandre de Moraes, sobre decisão quanto à prisão de Bolsonaro. Sob gritos entusiasmados de formandos do Largo São Francisco, Moraes demonstrou orgulho depois de sua frase de psicopatia.
O paraninfo aproveitou a plateia ganha e desfilou o sarcasmo sadista, próprio de quem sente um narcisismo doentio por ser agente causador de sofrimento. Trata-se de alguém que usa a caneta com uma raiva que um bom divã elucidaria. Não cumpre a Constituição e não julga, vinga, atingindo parentes e até menores de idade.
Claramente, sedento por fazer justiça com as próprias mãos, conseguiu vingar-se com a legitimidade do Estado, isso quando não é necessário atropelá-la também. A histeria coletiva encoraja o tirano a continuar, pois a cegueira afasta-o da realidade e faz acreditar que está no caminho certo. Assim, ele ri da própria maldade, como um vilão de desenho de super-herói.
Muitos deixaram Moraes distribuir suas arbitrariedades enquanto o alvo eram inimigos comuns, ou seja, os outros; quando o “Frankenstein” do Supremo Tribunal Federal ficou descontrolado, começou a ameaçar seu “criador”. Tarde demais!
Alguns alunos de fato têm um desvio de caráter que anula a empatia e abre caminho ao sadismo de regozijar-se com a prisão de um inocente e à ação de um tirano; mas havia os alunos que apenas riram de nervoso, medo ou porque agem como rebanho. Não há dúvida de que aquela plateia diluiu quem carrega valores inegociáveis e espinha ereta o bastante para não aceitar e até se orgulhar de não cerrar fileiras com uma cambada de personalidade gelatinosa.
Lamentavelmente, alunos já apontam como será o “futuro da Nação”, porém os salões de Brasília mostram que a”elite” age com igual subserviência.
Daqui algumas décadas, os descendentes desses alunos e dessa “elite” (nomenklatura) sentirão uma vergonha muito parecida com a dos netos de antigos apoiadores do nazismo.
