Sambando e andando
A homenagem em vida não fez jus à dinheirama lulista. A riqueza financeira não se refletiu nas alegorias e fantasias. A escola de samba Acadêmicos de Niterói começou quebrando um tabu: conseguiu formar uma frase contendo as palavras “Lula”, “escola” e ”Acadêmicos”.
Se o desfile fosse tecnicamente impecável não haveria críticas, mas como se preocuparam em coreografar uma bajulação remunerada, foi um fiasco. Muito pobre, a escola esqueceu que estava no Grupo Especial. O “cordão dos puxa-sacos” se esqueceu que os foliões sempre zombaram dos governantes.
O “samba exaltação” que foi realizado no melhor estilo “não tem nada para ver aqui” é uma “cortina de fumaça” para tentar esconder o desastre do governo federal. O aparelhamento do Carnaval é só mais uma etapa da tentativa de emplacar a narrativa do “Brasil maravilha” e Lula como “pai dos pobres”. Getúlio Vargas não teria tanta ousadia, entretanto, teria sido poupado de assistir à deposição humilhante da sua estátua. Sim, como qualquer ditador, Lula conseguiu ver o vilipêndio da alegoria auto-laudatória.
O “culto ao líder” também foi um eficiente “tiro no pé” porque ensejou a criação de diversos memes, músicas e clipes de inteligência artificial muito mais criativos que a propaganda eleitoral antecipada dos marqueteiros e carnavalescos petistas.
A “escola de aluguel" confirmou o favoritismo ao rebaixamento e contou com a ajuda irônica da oposição que sugeriu alusões ao Mensalão, Petrolão, INSS, Banco Master etc. Mas, também, o sambinha ajudou aos indecisos: jamais votar no PT.
“Sapucaiu”, agora começa uma eterna “Quarta-feira de Cinzas”.
