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Nem no falecido Cine Star, no centro de Guarulhos, se via tanto lixo. Mas depois do Oscar, descobrimos porque a indústria cinematográfica odeia tanto Donald Trump: a crítica parecia sinalização de virtude Democrata, mas, as imagens mostram, é falta de lixeira.


“Pega bem” fazer discursos em defesa do meio ambiente da Groenlândia ou da Patagônia enquanto emporcalha o Teatro Dolby de Los Angeles. É um ótimo negócio defender a preservação de lugares distantes, quase imaginários; afinal, a distância geográfica justifica a inação. 


 O tapete vermelho faz sua parte, só mostra o luxo para lentes e flashes, mas é no “escurinho do cinema” que o lixo revela a grande encenação. Deixaram o teatro igual ao assoalho do meu carro ou à gaiola do meu velho papagaio; para limpar, bastava trocar o papelão.


Mas não é só o ambientalismo de palco que “pega bem”. A igualdade de holofote, o humanitarismo de microfone e o pacifismo de câmera também são uma bela lição de moral. É sempre mais fácil defender um ditador da América do Sul, África ou Oriente Médio, basta ser exótico, encaixar no discurso ideológico e ficar bem longe.


Claramente, todo esse papinho lacrador não passa de sinalização de virtude. A prioridade é para discursos que enalteçam o Partido Democrata e seus equivalentes mundiais, bem como os filmes que preenchem “cotas” tácitas. A militância de palco também é um ótimo negócio: garante emprego, ambiente favorável, convite para festinhas e, talvez, uma indicação a premiação. 


Como diria Ricky Gervais, o artista consegue associar, mesmo que falsamente, seu estilo de vida e imagem a algo positivo. No entanto, retratos, como o da cerimônia do Oscar, servem como vestígios de hipocrisia explícita.  “Ensanduichados”, o sermão que ensina como salvar o Planeta e o discurso político vêm carregados de um tutorial anti-Republicano.


Francamente, é necessário boa vontade para crer que Merryll Streep decida qual partido Barney, que mora num “trailer” em Oklahoma, deve votar. 


“Disclaimer” para quem acha que esse texto não tem nada a ver com cinema: eu já vi esse filme.



 

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