Bola pra frente


 Neymar, jogador do Santos, criticou o árbitro, afirmando: “parece que acordou de Chico” e deu uma risadinha besta. Os jornalistas lacradores correram descobrir a explicação etimológica do termo retrógrado sobre menstruação. O jogador de futebol só foi bobo. Eu também ri dessa palavra na escola, quando tinha uns 11 anos de idade. 


Mas as feministas e “feministos” “levantaram voo ao redor da lâmpada” e, “antes de perderem as asas”, desceram a lenha no Neymar. Apesar da linguagem apenas tola, mesmo em um ambiente futebolístico, ele foi chamado de misógino. 


No canal GE, em vez de comentar uma jogada, a comentarista resolveu espinafrar o “menino Ney”. Para colaborar com um “duplo twist carpado retórico” de impacto, ela soltou: “É assim que começam todos os tipos de preconceitos que nos matam todos os dias” — ?? A jornalista falou isso no grupo da emissora que já fez mais “teste do sofá" que as ‘Casas Bahia’ e a ‘Marabraz’ juntas.


Claramente, trata-se de perseguição política seletiva. Nesse clima de polarização, o jogador deu sinais de que apoia direitistas; isso foi o bastante para ser estigmatizado como fascista e, agora, misógino. O cancelamento depende, lógico, de quem é o alvo, isso não acontece com quem concorda eleitoralmente com a turma que quer cancelar o Neymar. Existem muitos exemplos que passaram batido, recebendo o beneplácito dos patrulheiros.


Como os programas esportivos foram invadidos por quem tem mais opinião sobre comportamento do que futebol, a sinalização de virtude, o pagamento de pedágio ideológico e a simples lacração se tornaram  tacitamente obrigatórias.


Finalizando, estamos na iminência da Copa do Mundo, e uma “perseguiçãozinha” pode inviabilizar definitivamente sua convocação.



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