🔵 O índio do Lula


 

Quem não se comoveu ao ver o banqueiro Daniel Vorcaro de cocar de índio já morreu por dentro. O proprietário do Banco Master — que oferecia um portfólio de falcatruas — devia estar muito à vontade para desfilar com o enfeite de cabeça de chefe indígena. Trata-se de um arquétipo que ficou folclórico e virou fantasia de Carnaval.


Com farta distribuição de bebidas alcoólicas e o mulherio internacional, Vorcaro armou uma “ratoeira" para atrair políticos e gente influente. Essa armadilha com o material comprometedor das festinhas para achaques futuros é uma técnica russa conhecida como”kompromat”. 


Quando Lula subiu a Rampa com várias representatividades já estava sinalizando que seu governo seria para todos. Pois Vorcaro não se esqueceu e homenageou os povos originários. A artificialidade de representar um autóctone com indumentária da 25 de Março não fica muito diferente dos nossos índios de protesto.


Lula subiu a rampa do Planalto acompanhado de uma diversidade selecionada com um “colorido” de deixar o ‘Village People’ parecendo discreto. Na posse, tinha até uma cachorrinha! Entretanto, essa é só uma estratégia petista para monopolizar os votos das minorias. E dá certo. 


O petista usa sua experiência para distribuir conselhos de como se distanciar de escândalos. Lula disse para Alexandre de Moraes largar o caso do Banco Master para não sujar a biografia. Em ano de eleição, é claro que o presidente narcisista e egocêntrico quer empurrar para longe o caso e evitar algum respingo que possa prejudicá-lo.


Atacando por outro flanco, o PT tenta grudar Bolsonaro ao dono do Master, simplesmente tentando emplacar a corruptela “BolsoMaster”. Porém, o eufônico joguinho de palavras não supera os encontros fora de agenda entre Lula e Vorcaro.


Com cocar e whisky na mão, Daniel Vorcaro é a representação do cacique que transita pelas salinhas secretas de Brasília usando a fantasia eleitoral de minoria.


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