Picanha e cerveja


 
Na campanha, Lula prometeu picanha, mas entregou a abóbora. Logicamente, a picanha era só uma metáfora para anunciar a volta dos “bons tempos”; a abóbora também serve como metáfora do estelionato eleitoral. Conclusão: eu era feliz, quando ia na churrascaria ‘Novilho de Prata’, e não sabia.

Com voz demoníaca, o candidato petista enganou parte da população, que foi seduzida pelo estômago, que caiu no “conto da picanha”. Malandro que é, o “ex-presidiário-em-chefe” lançou mão do “Mclanche Feliz” da periferia: churrasquinho e cervejinha. Assim, ele pavimentou a estrada que liga a carceragem à Presidência. 

Entretanto, Lula tergiversou, sabendo que o brasileiro dificilmente saberá que o sonho de pagar menos pela proteína bovina era mera figura de linguagem. Como também devem ser metáforas as demais promessas de campanha e os números incríveis do IBGE, que ajudam a ilustrar o “Brasil Maravilha” da equipe de marketing do PT.

A promessa do churrasquinho com uma gordurinha e a cervejinha gelada é o típico “conto do vigário", que só alguém com a índole do petista é capaz de cometer, sabendo que enganará gente simples e com pouca ambição. 

E esse imaginário do “Bom Selvagem”, o “operário que chegou a presidente”, já expirou. O histórico de corrupção e associações obscuras supera a boa imagem de sujeito exótico da América do Sul.

Como atual presidente, seria uma admissão de incompetência continuar prometendo o “paraíso na Terra”, então a estratégia é culpar o mandatário anterior, bem como, alertar os perigos da mudança. Como sempre é necessário identificar um inimigo: o nome “Bolsonaro” ajuda a economizar.



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