🔵 O juízo final
Secretaria da faculdade de Direito, o atendimento estava tranquilo. Entrou na Secretaria o Sálvio Spínola Fagundes Filho. Sálvio era árbitro de futebol. O senhor que trabalhava comigo conhecia o juiz, o primeiro assunto foi o próximo jogo do time dele. É claro que ele aproveitou a oportunidade para pedir pra ele “roubar” para o seu time. Não deu tempo nem pra me aproximar da conversa e tentar “ajudar” o meu Corinthians, o árbitro se dirigiu para mim, sério, e solicitou um documento à Secretaria com uma urgência exclusiva. Burocraticamente e impessoalmente, eu passei o prazo comum a qualquer aluno. Sálvio Spínola não ficou satisfeito e quis falar com o diretor. Eu subi até a “Sala da Justiça” para falar com o diretor do curso de Direito. Ele desceu rapidamente e foi, solicito, atendê-lo. Com afã e rapidez, dispôs os melhores serviços da faculdade. Foi meio embaraçoso testemunhar aquele marmanjo muito prestativo, célere e estabanado, escorando e tropeçando nos móveis, expedito, prestimos...